Shout Out Louds.

quinta-feira, setembro 18


Acho que é o momento para um post sobre música, certo?
Digo momento certo porque é exatamente agora que estou numa louca obssessão pela banda sobre a qual pretendo escrever e que dá nome ao título do post.

Antes de começar a dissertar um pouco musicalmente sobre a banda, gostaria de deixar algumas observações gerais, tais como:
- A banda Shout Out Louds é sueca (especificamente de Estocolmo) e pelo o que me consta na wikipedia, começou em 2001.
- Até agora lançou dois albuns: Howl Howl Gaff Gaff lançado em 2003 (versão escandinava) e 2005 (versão internacional) e Our Ill Wills lançado em 2007
* crédito dos links para download a stella lost control
- É composta por: Adam Olenius, Ted Malmros, Carl von Arbin, Eric Edman e Bebban Stenborg

Prometo uma coisa, todas as músicas dos dois cds vão grudar na sua cabeça. Mas não tenha medo pois, como disse, TODAS as músicas vão grudar e por isso, não há risco de enjoar de nenhuma.
A boa qualidade das músicas, pra mim, estão baesadas no trio: som meio "sujo" (parecido algumas vezes com o som do The Strokes), samplers muito bem encaixados em quase todas elas e a voz bem particular de Adam Olenius (um inglês meio arrastado, principalmente nos sons dos "s" e "ch" - enfim, não sei se consegui descrever bem).
Como eu estava vendo em alguns blogs por ai sobre a banda, todos concordam (e eu me incluo) que "indie rock" é uma ótima definição para o estilo de Shout Out Louds.
A maioria das músicas soa alegre e bastante apropriada para um belo dia de sol. Tranquilas e relaxadamente descompromissadas.
Deixo aqui registrada a minha preferida até o momento: Seagull do Howl Howl Gaff Gaff - a letra é simples, mas o que me agrada nela é a parte sonora (principalmente as partes tocadas por uma flauta (?) que permeiam a música de mais ou menos 8 min (acreditem, pra me agradarem músicas grandes, elas realmente devem soar boas aos meus ouvidos e, principalmente, não enjoativas).

Ok, agora a melhor parte: Shout Out Louds tocará em SP nos dias 23/24 no Studio SP (www.studiosp.org) juntamente com Peter Bjorn and John, também suecos (deixo para falar deles numa próxima oportunidade). Os ingressos estão R$ 50,00. Fica a dica! =)

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Inferno de Cinema

sábado, setembro 13

Meninos e meninas de São José, atenção. Mas, não muita.
Tenho pra dizer que o Cinemark continua uma bela porcaria (ainda mais se você estiver, como eu estou agora, sem senso crítico o suficiente para dar um crédito ao nosso querido cinema). No entanto, como já disse nosso amigo Capivara no primeiro post do nosso blog, seria interessante evitar esse tipo comentário, para não fazer crescer a idéia óbvia de que estamos isolados da cultura. Assim, não há nada passando por lá... a não ser (e agora este é o momento de esperança que justifica meu post) HellBoy II - The Golden Army.
Vale a pena conferir o primeiro filme antes. Mas, não faz falta nenhuma assistir o segundo sem ter visto o primeiro. Por comparação. O primeiro é conciso e correto. O argumento é enxuto, mas, agora que Golden Army chega, ele se mostra um pouco contido.
Army tem um argumento bacana e um vilão com um objetivo compreensível (discutíveis são seus métodos). Há uma luta pela a existência dos seres fantásticos, porque a ambição humana ou o “coração que nunca se satisfaz” perdeu o controle numa maneira ainda mais acentuada. Nesse contexto, deve HellBoy salvar toda a tragédia do projeto humano?
E temos toda a questão estética (eu queria ter um livro como aquele da lenda do Exército Dourado). Sempre há aquela imagem que faz você compreender o filme todo. Para mim, o personagem espectral que usa uma armadura quase rota é símbolo adequado para ilustrar um aspecto da noção da estética de Guilherme Del Toro. Nada é exatamente clean, bem definido e hightech. É tosco, não necessariamente todo funcional, mas tem as reentrâncias “erradas” de uma alter-realidade. Ou seja, tudo ali é fantástico, mas um fantástico rude (o labirinto de fauno mostra isso ainda melhor) e nada inofensivo. Os seres da floresta não precisam despertar um sentimento agradável (logo, nada de bichinhos de Nárnia!) , pois a imaginação não é necessariamente agradável, e pesadelos acontecem enquanto você dorme. É a idéia da fantasia para adultos. Mas, não gosto desse termo. Prefiro pensar numa perda de inocência. Ora, a ficção trata da realidade colocada em outros termos. Não é escapismo, porque remete a temas reais. Claro, claro. O filme não é o melhor do ano, e não substitui livros, professores ou academia (mas, isso é tão óbvio que fico irritado só de ter que lembrar). Contudo, eu me permito ser otimista e ver aqui mais um exemplo bacana de que dá pra ser fazer algo divertido e inteligente. Alguém aí disse arte pop?

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Cavaleiros das Trevas

quarta-feira, agosto 20

Esqueça todo o resto. Batman é o amadurecimento de uma cultura que sempre esteve em estado de transformação. É o passo definitivo para a consciência das idéias surgidas nos quadrinhos. Como dito, o filme não faz apologia a necessidade de existência de Batman, não. Ele coloca Batman como uma anomalia que não deveria existir. Mas que existe. Há uma fala no filme: “Batman não é o herói ideal. É o herói que Gotham precisa”. Ou seja, Gotham, enquanto Gotham, cidade sem lei e destruída pela corrupção, cria a condição para o surgimento de um homem que faz a lei com as próprias mãos. O título do filme é claro: cavaleiro das trevas. Das trevas. Por que todo cavaleiro (herói) é das trevas, ou seja, envolve um problema em si mesmo. Muito ao contrário de defender a condição da necessidade de um herói iluminado, o filme leva a consciência que qualquer herói é uma idéia absurda. Batman, nesse sentido, é a imagem mais madura de herói: que assume sua contradição. Não importa que o Coringa tenha tomado as atenções para si: ele existe para completar todo o absurdo real da história. Absurdo esse encarnado no homem de capa preta.

Mas, vamos ao Coringa. Ele não é a encarnação do mal. Ele é a encarnação do caos, supostamente. Sua origem não é dada porque não há origem! Não há razão que possa justificar o caos. Ou vamos preferir algo assim: “Ah, eu sou um maluco do caralho porque me jogaram num tanque de ácido!” Nada leva à loucura, porque se algo levasse necessariamente a loucura, não seria loucura, mas sim uma conseqüência natural de um processo racional.

Se há uma crítica a se fazer ao Coringa, é uma elucidação de suas motivações. Coringa confunde sua consciência de que não há regras necessárias a ser seguidas, como um impulso para violência. Por um lado, ele tem razão: não há necessidade de ser seguir regras morais. Seu objetivo é mostrar isso as pessoas. Seus métodos, contudo, não são necessários. Você pode mostrar isso com uma aula de filosofia. Não há necessidade de se explodir hospitais. Mas, o coringa pensa que há.

Com relação ao seu plano, seu objetivo não é desmascarar Batman. Ele apenas afirma isso para continuar com sua brincadeira. Com Batman desmascarado, sua brincadeira acaba. Para ele, Batman e Coringa são o exemplo vivo da total loucura (ausência de razões) que a vida nos oferece. Por isso, o palhaço considera o cavaleiro seu par. E talvez tenha razão.

A cena dos barcos é o grande momento. Não porque é mais um momento alucinado do Coringa. Mas é o momento em que toda maturidade se revela: Batman, Coringa, Duas Caras e lunáticos afins só existem porque o POVO NÃO QUIS tomar mais as decisões. Porém, a partir do momento que ele decidir por si mesmo seu próprio destino (não vamos apertar botões nenhum)! não há mais condição para que os mascarados existam.

O filme tem peso significativo porque é uma crítica ao “filme de herói” e á idéia de heroísmo usando de seus próprios termos. Você podia ouvir isso numa palestra com professor PHD. Mas, Nolan faz o mesmo no cinema, e você ainda pode levar sua namorada, refrigerante e pipoca.

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star wars: the clone wars

domingo, agosto 17

eu sinceramente não gostaria de criar um hábito de críticas negativas neste blog. na aridez cultural desta cidade, melhor largar ao esquecimento (ou ao desespero de sair do tédio) tudo que não valha o esforço de um convite. mas a publicidade é ilusão, brilhando na expectativa de uma tarde bem-aproveitada no cinema.

ignoremos a nova trilha sonora e as novas vozes, não são elas que arruinam o filme. nem por ser filler, preenchimento puro entre os episódios importantes (quadrinhos e jogos da série têm roteiros melhores). vamos direto ao que dói: a desnerdização de SW. é isso mesmo. não que ficção científica (sci-fi) tenha que ser território exclusivo. mas existe um preço caro em troca de meninas otaku, mães gamer, e crianças techies. o mundo todo se acostumou (menos com os neologismos) a robôs, aliens, psiquismo, interfaces, e todo tipo de bugiganga - culpa do vale do silício e do próprio Georfe Lucas. e aí Star Wars deixa de ser sci-fi.

o episódio dois foi ação básica de hollywood. a presença alien parecia mais cotas para hutts ("os fãs vão gostar" é o argumento). a tecnologia avançada dos episódios 4-6 (nas expectativas dos anos 70) foi substituída pela menos avançada dos prequels — com o argumento narrativo anteceder os outros episódios. só que nenhum desses argumentos te tira da cabeça coisas como "por que os droids não se comunicam direito?" ou "por que ele não tirou o inimigo do caminho com a força, ao invés de dar mil tiros?".

claro, nós sabemos o porquê. uma audiência ampla. não mais um grupinho que decorava o nome dos planetas. e clone wars, animação, não faz esforço nenhum de agradar adultos, homens ou mulheres. a personagem nova, ahsoka, é insuportável. e só pra lembrar agora, as novas vozes e novas músicas são horríveis. clone wars conseguiu as piores pontuações da crítica. e merece.

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